A ação do anticoncepcional oral no organismo da mulher

O anticoncepcional oral é atualmente o método contraceptivo muito utilizado pelas mulheres, não só como meio de prevenção da gravidez, mas também para o tratamento de sintomas de patologias, tais como: cólicas menstruais, sangramentos irregulares, TPM, diminuição do fluxo menstrual, endometriose e síndrome dos ovários policísticos.  

Apesar de muitas mulheres já conhecerem o método contraceptivo oral, ainda existem muitas dúvidas e mitos sobre a atuação da pílula no organismo da mulher. O anticoncepcional hormonal nada mais é que um comprimido que tem em sua base a utilização de uma combinação de hormônios, geralmente estrogênio e progesterona sintéticos, que inibe a ovulação. O anticoncepcional oral também modifica o muco cervical, tornando-o hostil ao espermatozoide.

Para um melhor entendimento a cerca do assunto, é importante analisarmos o ciclo menstrual da mulher, bem como a atuação das pílulas no sistema hormonal.

O CICLO OVARIANO DIVIDE-SE, FISIOLOGICAMENTE, EM 3 FASES SEQUENCIAIS:

  1. Fase folicular: A fase folicular caracteriza-se pelo desenvolvimento de um folículo ovariano com um óvulo dentro, além da preparação do útero para receber o óvulo fecundado.  Na primeira metade da fase folicular, a hipófise aumenta a produção de hormônio folículo estimulante (FSH) e, como consequência, estimula o crescimento de 3 a 30 folículos, sendo que cada um dele contém um óvulo. Porém, apenas um desses folículos continua a crescer, enquanto que os outros são degenerados.  Inicia-se com a hemorragia menstrual e prolonga-se por 15 dias (variando entre os 9 e os 23 dias).
  2. Fase ovulatória: começa com o aumento do hormônio luteinizante (LH), o óvulo é liberado de 16 a 32 horas após o aumento hormonal).  Cresce então um único folículo, que sobressai da superfície do ovário, arrebenta e o óvulo é liberado. duração de 1 a 3 dias, culminando na ovulação.
  3. Fase lútea: A fase lútea tem início após a ovulação e dura 14 dias, terminando exatamente antes do período menstrual. Depois de libertar o óvulo, o folículo fecha-se e forma um corpo lúteo (amarelo) que produz uma quantidade cada vez maior de progesterona. A progesterona provoca um pequeno aumento da temperatura corpórea durante a fase luteínica e permanece alta até o início do período menstrual. Depois de 14 dias, se não houve fecundação do óvulo, o corpo lúteo degenera-se e começa um novo ciclo menstrual.
    Caso o óvulo seja fecundado, o corpo lúteo começa a produzir gonadotrofina coriônica humana (HCG), um hormônio que irá manter o corpo lúteo, produtor de progesterona, até que o feto comece a produzir os seus próprios hormônios.

 

 

MECANISMO DE AÇÃO DOS ANTICONCEPCIONAIS:

O principal mecanismo de ação dos anticoncepcionais orais de uso diário é justamente a manutenção de níveis hormonais constantes (progesterona e estrógeno), assim como ocorre durante a gestação. Os contraceptivos hormonais, em sua maioria compostos por estrogênio e progesterona sintéticos, agem sobrepujando os hormônios que desencadeiam a ovulação. Estes anticoncepcionais têm a função de manter níveis constantes de progesterona e estrogênio, que inibem a secreção hipofisária de LH e FSH através de um mecanismo chamado de “feedback” (ou retroalimentação), mantendo os óvulos “adormecidos” e impedindo a ovulação.

Diante de um assunto ainda cheio de questionamentos e de uma diversidade de tipos de pílulas existentes, é importante ressaltarmos ainda os anticoncepcionais orais mais receitados pelos médicos ginecologistas.

  • Pílula Monofásica:
    A pílula monofásica possui em sua fórmula estrogênio e progesterona com a mesma dosagem. É o comprimido anticoncepcional mais conhecido pelas mulheres. A utilização deve ter início entre o primeiro e o quinto dia da menstruação e termina quando a cartela acabar. Depois, é necessário parar por 7 dias.
  • Minipílula:
    A minipílula ou pílula sem estrogênio possui em sua base somente progesterona. É a pílula indicada para mulheres que estão amamentando e querem evitar uma nova gravidez. Para essas mulheres, a pílula deve ser tomada todos os dias, sem interrupção.
  • Pílula Multifásica:
    A pílula multifásica tem combinação de hormônios com diferentes dosagens conforme a fase do ciclo reprodutivo. Essas pílulas causam menos efeitos colaterais e possuem cores diferentes, para diferenciar a dosagem e o ciclo. A ordem da cartela deve ser respeitada.

“Existem estudos que apontam que a pílula anticoncepcional pode diminuir a incidência de câncer de ovário e de endométrio, doença benigna da mama, o desenvolvimento de cistos ovarianos funcionais, artrite reumatoide, doença inflamatória pélvica (DIP), gravidez ectópica e anemia por deficiência de ferro.

O uso desse método contraceptivo deve ser indicado pelo médico ginecologista, pois somente após análise é possível indicar qual a pílula adequada ao seu organismo”

 

Fernanda Monteiro

REFERÊNCIAS:
http://ginecesmtc.blogspot.com.br/2012/11/fisiologia-do-ciclo-menstrual-da-mulher.html
http://www.gineco.com.br/saude-feminina/metodos-contraceptivos/pilula-anticoncepcional/

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s